Festa

Mas que caralho sô!!!!! Festa é mesmo uma merda.

Tô aqui em casa, refém de um bando de gente louca que grita no salão de festas do prédio, cantando músicas insuportáveis que eu não quero ouvir, e que falam bobagens sem parar, e que fumam e bebem como se o mundo fosse acabar a qualquer momento, e com uma bandinha fudida que pensa que é alguma coisa mas não tem noção nenhuma de ritmo e compasso…

Caralho sô!

Há momentos na minha vida em que eu odeio profundamente a humanidade e gostaria que todas as pessoas do mundo explodissem de forma espontânea para que assim o mundo se tornasse um lugar muito melhor.

Neste exato momento, após horas dessa tortura, ouço um “delicioso” pout porri de “Alô tchan” com “Pimpolho”, enquanto mulheres gritam desesperadamente debaixo de minha janela. E de repente, segue o que eu chamo de “hino dos bêbados”: a música da Beth Carvalho que eu nem sei o nome  (acho que é “Vou festejar”, mas todo mundo deve chamar de “Chora”). Nada contra a velha Carvalho, os sambas que ela canta estão entre os melhores, mas quem merece isso, Meu Deus? E até gosto dessa música, mas ela é o termômetro da bebedeira – quando as pessoas atingem aquele ponto crítico, em que houve a total e completa perda de noção, pode saber – vai rolar um “Choooraaa, não vou ligar, chegou a hooraaaa, vais me pagaarrr, pode chorar, pode chorar…”. E aí descamba pros sambas-enredo de 1900 e bolinhas, “explode coração, é lindo meu timinho ridículo”, e aí vai pras formidáveis “canções” de torcidas organizadas e a bagunça se torna generalizada.

Caralho sô!

E pra completar tem uns tambores estilo Olodum (de quem eu também gosto, mas desde quando um bando de gente bêbada numa festa tem ritmo e capacidade pra tocar algo de forma decente? Comparar um com o outro não dá!), e a sensação que dá é aquela de quando as crianças começam a tocar bateria nas panelas da cozinha usando as colheres – um som formidável, enfim.

E pra encerrar (o texto, não a festa, infelizmente) a coroa de ouro: colocam no som um funk carioca, que, assim, nossa(!), eu não tenho nem palavras para descrever minha ternura ao ouví-lo. Caralho, sô!

Enquanto não acabar a cerveja, vou ter que aguentar…

A única parte que acho divertida nisso tudo, é ficar imaginando as infinitas maneiras de acabar com a festa; assustar, torturar ou matar todo mundo. São esses pensamentos somente que me confortam… Depois farei um tópico listando as possibilidades já imaginadas – se bem que, acho que daria um livro, hein…!

Ai,ai… Caralho, sô! Odeio festa.

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