LPs Velhaços (1)

Consertamos o tocador de discos “long play” aqui de casa (LPs, para os muito novinhos que não fazem idéia do que seja isso: aqueles discos grandes e pretos de vinil, que tocam música dos dois lados…!!!). Aí eu resolvi fazer uma sessão “Remember” e ouvir alguns velhos discos que temos aqui.

Eu acho que já nasci velha, porque a verdade é que sempre (desde muito pequena mesmo) gostei de ouvir as velharias dos meus pais (nem deviam ser velhas na época). Sempre gostei de viajar ao som das músicas, pensando em como eram as coisas em outros tempos e/ou em outros lugares, em como vivem/viviam as pessoas num espaço e num tempo diferentes dos meus. Talvez isso também seja importante para ajudar  a exercitar a tolerância (além da criatividade), pois ao nos colocarmos no lugar do outro podemos entendê-lo melhor – e aí temos mais um papel sensacional para a música.

Comecei, só para testar o som, pegando alguns discos aleatoriamente. Ouvi uma música de Geraldo Vandré (aquele do “Caminhando e cantando e seguindo a canção…”) muito boa, mas nem me ative ao nome, porque estava ansiosa para ver tudo que pudesse. Depois peguei um LP do Roberto Carlos (cantor que hoje em dia acho insuportável, mas quando o disco é velho fica legal – por que?) – uma música breguissíssima que diz assim (se chama Cama e Mesa):

“Eu quero ser sua canção

Eu quero ser seu tom

Me esfregar na sua boca

Ser o seu batom

O sabonete que te alisa

Embaixo do chuveiro

A toalha que desliza

No seu corpo inteiro”

Dispensável dizer que quase morri de tanto rir. Me diverti demais.

Em seguida, aproveitando o lado brega despertado, coloquei “Ivanildo – o sax de ouro”, que estranhamente me faz lembrar de minha infância. Acho que é porque meus pais ficavam tão alegres dançando o “Moliendo Cafe”, que esta música me deixa felizona – e realmente, é muito boa para dançar.

Aí coloquei o Gil com o disco “Raça humana”, só para ouvir o “Tempo Rei” – que queria ouvir desde que tinha feito um post com a música – só para matar a vontade guardada.

Por último, coloquei um disco de “canções folclóricas latino-americanas”, com o nome de “El Humahuaqueño” – com muitas daquelas músicas que a gente ouve o pessoal da Bolívia, Paraguai e Peru tocando nos centros das cidades – tipo “El condor pasa”. Acho uma delícia, elas me fazem sentir conectada a algo distante, adoro canções típicas e folclóricas – mas ao mesmo tempo me dá uma certa tristeza, porque é cada vez mais raro podermos ver e ouvir estas pessoas e canções nas formas originais.

Bom, aí eu dei uma parada, mas depois vou seguir desvendando as pequenas preciosidades musicais que temos guardadas.

Kisses,

Kurbis

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