Séries – Dexter

Sempre gostei de assistir a seriados norte-americanos. Normalmente, os vejo pela TV  a cabo, mas meu namorado tem o hábito de comprar as temporadas e/ou baixá-las pela internet – o que ajuda bastante, já que não é necessário esperar um tempão para ver o próximo episódio, nem suportar aquele intervalo infinito cheio de propagandas .  O problema é que isso gera a “síndrome do fim da temporada”, uma vez que, de posse de todos os episódios, o espectador entra num estado de ansiedade mórbida e pode passar um dia inteiro sentado em seu sofá assistindo a cada episódio da temporada sucessivamente, para saber como ela termina. Isso tudo entremeado com pipis rápidos no banheiro e muita comida “saudável”.  No fim da maratona, além de completamente lesado de tanto olhar para a TV,  o sujeito entra num estado emocional de duplicidade, semelhante a um transtorno bipolar, porém com euforia e depressão concomitantes, uma vez que ele se sente realizado pelo enorme feito de ter visto toda a temporada e descoberto o final da mesma, e por outro lado, arrasado porque terá que aguardar mais uns seis meses até a próxima temporada ser lançada… Completo vazio. O que fazer até lá?

Eu tive este grave problema de saúde com a série “Dexter”. Se não me engano, originalmente ela passa no canal da Universal (não, não é a Record!). E não é o desenho do Cartoon Network (porque todo mundo que não conhece o seriado acha que é disso que estou falando). Dexter é o personagem principal da história, que fala sobre a vida de um perito da polícia de Miami (especialista em sangue) que nas horas vagas é um serial killer. Gente, mas ele é um serial killer tão fofinho! : )   (Para os machos de plantão, calma, que este é apenas o comentário de uma jovem mulher. Ele também é bem mau, tá? Mas a fofurisse sobressalta aos olhos femininos, me desculpem). Apesar da fofurisse, ele mata pessoas, e por conta disso se envolve em mil tramas para encobrir e disfarçar sua vida de assassino – ainda que ele seja um assassino com ares de justiceiro, matando os culpados que a Justiça oficial não foi capaz de condenar. Essa última característica desperta algo bem estranho na gente. Ao invés de se horrorizar com as mortes, a gente fica torcendo para ele matar o povo: “mata, mata, mata!!! Aêeee!!!!!”. Louco demais.

Pois bem, estou agora aguardando a 3ª temporada chegar em DVD no Brasil para mais um dia de nerdisse afundada no sofá. E aos que já viram na TV: não quero saber!! Prefiro honrar à síndrome do fim da temporada (e é mais uma desculpa para passar o dia embolada com o namorado no sofá)! 

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