Avatar

Eu tenho algum problema. Só pode.

Depois de várias tentativas frustradas por conta de ingressos esgotados nas salas 3D,  finalmente consegui assistir “Avatar”. Confesso que esta semana eu estou num estado de total descrença, desânimo e pessimismo; achando tudo uma merda, então pode ser que minha ideia a respeito do filme tenha sido contaminada por esta visão de pessoa sem coração.

Para começar, o básico de filmes bombantes: mais de uma hora na fila esperando para entrar e conseguir bons lugares para sentar. Tá, isso era esperado. Respiro fundo, e vou em frente. Aí, chego e sento. Namorado comprando pipoca lá fora, enquanto desesperadamente vou observando as pessoas que escolhem sentar ao redor de onde estou. Na fila de trás, crianças. Já me surge um “aimeudeus”. Mas Ok, elas não sentaram logo atrás de mim e parecem razoáveis. De repente… mais crianças. Apenas dois meninos. Porém, não é isso que me aflige. O que me aflige, é a mãe sem noção. Um menino de uns 5 anos num filme legendado. Vai dar merda. E eles se sentam justamente atrás de onde estou. Putz. Fora a confusão, ultimamente recorrente nos cinemas, da velha questão de marcar lugar (que remonta à época da escola) e aí quem chega mais tarde ou fica no final da fila se emputece e começa a brigar com a galera, chama o lanterninha e por aí vai. Um cenário bonito e agradável para relaxar antes da película começar. Pelo menos não estavam tocando aquelas músicas horríveis da “Rádio Trama”.

Começam os trailers. Já começou muito mal, porque fui obrigada a ver o Depp falando em português dublado no trailer de “Alice”, quando era pra ser um delicioso sotaque inglês. Argh!

Em seguida, o filme. O pessoal que nunca tinha visto um 3D solta aqueles gritos de “Nossa”, “Uau” e fica tentando pegar as coisas (isso nem era o filme propriamente dito ainda, apenas a abertura com as produtoras e etc). Aff. Tá bom, pelo menos eu ri um pouco. Então, o filme. Falemos sobre o filme. Provavelmente eu crio expectativas demais, sabe? Ou sou muito ingênua de acreditar no que o povo fala. Poxa, achei que com “a nova tecnologia criada especialmente para o filme” e por ser “um filme inteiramente gravado em 3D como nunca antes visto” eu me sentiria como se estivesse lá dentro, participando de tudo, de forma emocionante. Até parece. Tá, o 3D é legalzinho. Tá, os efeitos especiais são bem produzidos. E daí? Pensei que seria uma experiência que ia modificar minha vida cinematográfica! E foi só legalzinho. Decepcionante.

Fora a historinha. Talvez minha decepção com a tecnologia do filme tenha contaminado também essa parte, porque eu adoro ficção científica. Eu estava realmente num dia ruim. Porque a ideia do filme foi boa. Eu não conseguiria pensar em algo parecido. O problema é que o que era para ser ficção científica virou um filme de guerra + água com açúcar. Ai, que me embrulhou o estômago aquela cena em que o casalzinho voa lado a lado naqueles bichorongos. E, ok, sou bióloga, defendo a conservação ambiental, acho mesmo que estamos fazendo muita merda com nosso mundo, porém, o “João Camarão” (para falar como um amigo meu) forçou a barra com esta história de que havia uma conexão entre os seres de Pandora . E não é no sentido metafórico. Todo ser vivo tem uma espécie de USB que pode ser ligada por um negócio que parece fibra ótica em outro ser. Aí eles “entram em comunhão”, de forma quase orgástica. E podem também acessar os “arquivos” antepassados através de uma árvore, que é como se fosse um HD natural de fibra ótica. Magavilhouso!

Eu sei que se algum fã maníaco ler isso, vai me escrachar e tentar me explicar a beleza por trás de tudo, e o significado de cada coisa na história. Podem tentar. De repente, até funciona. Quem sabe, foi apenas um dia ruim. O que sei é que vi, e me decepcionei. Mas valeu a experiência.

PS: Apesar de tudo, o site do filme é sensacional: http://www.avatarmovie.com/index.html ou http://www.avatarfilme.com.br/

3 pensamentos sobre “Avatar

  1. Realmente parece que você esperava muito do filme.

    Assisti em 2D numa tela de 14 a versão perna de pau que rola na Internet mas foi o suficiente pra ficar impressionado. O filme é um marco da junção arte/tecnologia e vai ficar na história.

    Primeira vez que vejo rostos feitos no computador com boa qualidade de expressão de sentimentos. Ainda não alcançaram a perfeição do rosto humano, mas falta pouco.

    O roteiro é perfeito para o tipo de produto e publico alvo, num filme tão caro seria loucura fugir dessa receita.

    Distrito 9 você gostou? É um dos melhores que já vi.

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