Para Bóris Casoy

Sou eu

O pára-raio da vergonha

Humilde trabalhador

Dou a vida pelo mundo

Em troca do salário de fome

Enquanto no poder

Riem as gravatas

Empanturrando as proeminentes barrigas

Os bolsos a explodirem de dinheiro

(limpo, é claro, bem lavado)

Sem a mínima vergonha em suas

Excelentíssimas caras

E a culpa, sem dúvida, é minha

Pelos baixos índices de desenvolvimento humano

Porque sou eu

Quem dá a vida pelo mundo

Sou eu

O humilde trabalhador

Sou eu

O pára-raio da vergonha.

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