Carnaval…

Então, carnaval…

A festa pagã

Da bisca e do tonto

Da rebolação como um todo…

Bom, o Carnaval já está acabando, e felizmente eu saí desta ilesa. Fora os “melhores momentos” dos telejornais, não vi nada de carnaval na TV. Fiquei em Belo Horizonte, cidade de carnaval morto, do jeito que eu gosto. Só agradeço à existência deste feriado porque é mais uma oportunidade de ficar sem trabalhar e aproveitar deliciosamente o ócio (pois é, apesar de tudo, aqui fica evidente que sou brasileira, não é mesmo?), e aproveitei pra ver a patinação artística das olimpíadas de inverno (adoro! difícil é só aguentar os locutores com os comentários dispensáveis e a propaganda da rede record…).

Nos “melhores momentos” dos desfiles a única coisa que chamou a atenção foi a comissão de frente da Unidos da Tijuca com o show de mágicas, que por sinal foi copiado de algum outro lugar, e que ontem eu descobri que já passou no Fantástico (mas eu vi no youtube). A criatividade é tanta, que até o cabelo da mulher eles copiaram:

O original

X

O genérico

Fico pensando o que se passa na cabeça destes carnavalescos com seus temas e sambas-enredo lisérgicos, super-mirabolantes, que de tão abrangentes no fim não dizem absolutamente nada. E os comentaristas ainda ficam tentando intelectualizar o negócio, com mil explicações, fontes históricas e sei lá mais o que… Tudo isso me lembra a esquete dos “Melhores do Mundo” com o carnavalesco do MARAVILHOUSO! Pra mim, é um resumo perfeito dos desfiles de carnaval:

E até fiquei com dó do Arruda, que preso, foi privado de televisão, e nem pôde ver o desfile da escola que ele “patrocinou”. Tadinho. O  que me leva a uma outra questão: estes desfiles de carnaval são todos pra lavar dinheiro sujo. Traficantes, bicheiros, políticos corruptos, todo mundo “patrocina” as escolas pra se eximir e ocultar a culpa. E nem venham me dizer que é a “comunidade” ou a venda de fantasias que financiam os desfiles. Eu até faria a proposta de banir esse tipo de coisa como combate à corrupção e à violência, mas seria bem possível que eu aparecesse morta no dia seguinte, então melhor deixar pra lá… Porque o dinheiro ganho com turismo poderia até ficar prejudicado, mas em contrapartida, ficaria mais fácil encontrar e readquirir o dinheiro perdido com corrupção. Mas ok, façamos o que for preciso em prol da cultura e das manifestações populares!

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