Festa (2)

De sexta para sábado, novamente fui acometida pela intempérie de uma festa no meu prédio.

Tenho um vizinho, que deve ter por volta de 50 anos, e que desde que mora aqui (o que faz uns 18 anos – tô ficando velha…) adora fazer festas embaladas pelo grupo pagodeiro de amigos e familiares. Toda vez é o mesmo repertório. Gente… Até já decorei as músicas.

Bom, nesta última festa dele, a cantoria começou lá pelas dez da noite. E foi até mais ou menos uma e meia da madruga (isso porque minha mãe confessou que tacou um vidro de xampu lá embaixo, e que logo depois disso o lererê cessou). Minha raiva seria apenas no nível normal, se justo neste fim-de-semana eu não tivesse que trabalhar. Porém, eu tinha que trabalhar durante todo o sábado. Então, meus desejos satânicos contra este povo se afloraram.

Como a preguiça sempre acaba sendo maior que a raiva (levantar, trocar de roupa, ir lá conversar com um bando de bêbados velhos sem noção), na maioria das vezes a gente deixa de reclamar. Mas a cabeça voa pensando nas diversas maneiras de acabar com a festa.

ACABANDO COM A FESTA

1) Sendo um vizinho joselito

– Aparecer no salão de festas bem descabelado, de pijamas e pantufas ridículas de bichinhos, (se for homem, pode ser apenas de samba-canção para as coisas ficarem balangando aleatoriamente, daquele jeito que deixa todo mundo desconcertado sem saber para onde desviar o olhar)

– Opção 1: Entrar na festa sem falar nada, pegar um tanto de cerveja no freezer e uns salgadinhos, e ir embora. Se depois disso nada mudar na festa, repetir a visita até acontecer alguma coisa nova.

– Opção 2: Entrar na roda de samba e dançar ou fazer um strip-tease.

– Opção 3: Entrar na roda de samba, pedir emprestado um dos instrumentos, e tocar e cantar tudo errado (pior do que eles, de preferência gritando bastante), e continuar fazendo isso mesmo quando todo mundo parar.

– Opção 4: Entrar no salão de festas, simular um ataque cardíaco, e quando todo mundo estiver te acodindo, levantar e ir embora dizendo: “desculpe, foi apenas um alarme falso”.

– Opção 5: levar o colchão e o travesseiro para o meio do salão, deitar e se cobrir, fingindo dormir. Se alguém vier falar alguma coisa, dizer: “você acredita que lá em casa este barulho é ainda maior do que aqui?”.

2) Treinando seus poderes Jedi, paranormais, e de McGiver

– Opção 1: Com a força do pensamento, fazer todo mundo da festa ficar mudo.

– Opção 2: Com a força do pensamento, fazer todo mundo da festa morrer.

– Opção 3: Ir até à chave geral de energia do prédio, desligar tudo, e voltar para casa. Quando todo o prédio se perguntar quem fez isso, mostrar-se muito indignado com o filho da puta que deixou todo mundo sem luz. E se a festa voltar apesar disso, repetir o ato.

– Opção 4: Se a festa for logo embaixo da sua janela, jogar balões de água bem onde as pessoas estiverem. O cocô do seu cachorro também é uma boa alternativa.

– Opção 5: Jogar aviõezinhos de papel com a mensagem: “se esta festa não acabar agora, uma bomba explodirá nos próximos 5 minutos”. Se a festa não parar, jogue um tanto de bombinhas de São-João acesas, para assustar as pessoas (se você for mais prendado e violento, pode ser um coquetel molotov).

Bom estas foram as que consegui me lembrar, pensadas todas nesta última noite insone. Mas tenho certeza que o rol pode aumentar bastante… Agora, só falta pôr em prática! : )

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s