Os disparates do governo do país do futebol

Eu não sou militante de nenhum partido, e já faz tempo que eu não acredito mais em ideologias, sejam as de esquerda, sejam as de direita. Já tive alguma simpatia pelo socialismo, mas o mundo das ideias é muito distante da realidade corruptível do homem. Sou a favor de um mundo que seja bom para todos e não apenas para alguns, contudo, diante da desenfreada cobiça humana, que se disfarça em todo tipo de argumento ideológico, permaneço desacreditada quanto a alguma maneira factível de fazer isso acontecer. Dependeria de um nível de educação, e especialmente, de consciência, que estamos muito distantes de atingir.

Pois bem, falo toda essa baboseira porque fico indignadamente impressionada com certos disparates do nosso governo (só alguns para ilustrar)…

Por mais que o Brasil tenha avançado economica e socialmente nos últimos anos, falta muito ainda para atingirmos um nível razoável de satisfação e estabilidade. E aí, ao invés de investir no próprio país, o governo inventa de dar dinheiro para Cuba, para o Haiti, e para não sei mais quem, enquanto poderia estar cuidando dos pobres daqui. Como disse Madre Tereza de Calcutá, “é fácil amar os que estão longe, mas nem sempre é fácil amar os que vivem do nosso lado”, chamando a atenção para o fato de que lidar com os problemas imediatos, do seu entorno, contribuiria muito mais a construção de uma realidade melhor – uma vez que quem vive o problema sabe mais das dificuldades a serem superadas. No entanto, é mais fácil se “preocupar” com o que está distante, pois não demanda envolvimento e esforço constantes.

Como se não bastasse a falta de interesse nas questões locais, o governo anuncia um corte enorme no orçamento geral da união com a justificativa de controlar a inflação (até que se fosse para cortar os incrementos totalmente denecessários dos parlamentares, tudo bem, mas já dá pra adivinhar que o dinheiro vai faltar é onde ele já não existe).

E quando penso que não, inventam uma proposta de pensão especial (de mais de R$3000,00) e de um prêmio de R$100.000,00  para os ex-jogadores (titulares e reservas) que foram campeões  nas copas de 1958, 1962 e 1970. Porque, segundo o Lula, nossos “heróis” não receberam o devido reconhecimento, e não receberiam os salários milionários que os jogadores de hoje recebem (mas eles foram pagos para jogar na época), e que eles, hoje, viveriam na miséria. Por acaso a gente tem culpa de a maioria dos jogadores de futebol não saber nada além de correr atrás de bola, e por isso não ter mais o que fazer quando pendura as chuteiras?

E aí eu me pergunto, quem são nossos heróis? Só os jogadores de futebol? Os jogadores de outras modalidades que trazem medalhas para o país não teriam este mesmo direito? E os idosos que são obrigados a viver com uma aposentadoria que parece mais uma esmola? Se for por estes critérios demagógicos, todo brasileiro deveria receber um prêmio, pois quem consegue viver no Brasil com certeza pode ser considerado um herói… De que adianta ser o país do futebol, e de nada mais?

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