Meus vizinhos: a família Addams

Uma amiga minha me disse que estou muito revoltada com os meus vizinhos. E ela tem razão. Também, com pessoas tão educadas folgadas, como poderia ser diferente? Já tive vizinhos ótimos, que se tornaram amigos da família. Porém, ultimamente parece que só tem a escória ao nosso redor…

No apartamento que fica em cima de onde moro vive um pessoal que eu gentilmente apelidei de “Família Addams”.  Vive a vovó com a filha (que vou chamar de mãe), o filho (que vou chamar de tio), e o neto (que vou chamar de filho da mãe) com a respectiva  esposa. E o cachorro. Antigamente tinha também a neta (filha da mãe), mas que se casou e foi embora. Pra mim, apenas a vovó e o cachorro se salvam na casa.

Pois bem, para vocês terem uma breve ideia do porquê de minha ira contra a família Addams vou narrar alguns “causos” acontecidos. Todos verídicos.

A FAMÍLIA ADDAMS EM CAUSOS INSTANTÂNEOS (para degustação rápida)

Causo 1 – A mãe e o almoço da madrugada

A filha se casou e foi embora, como eu já disse. Mas a filha da mãe faz sua genitora acordar de madrugada todo dia para preparar a marmita que a gracinha almoça todo dia. 7:00 da matina a menina tá lá na porta do prédio esperando a comida. Ok, a mãe bondosa e solícita, como toda boa mãe, se sacrifica para agradar o rebento. Opção dela, até aí, sem problema. A grande questão é que mamãezinha querida, às 4:00 da madruga inventa de bater bife, bater feijão no liquidificador e coisas do tipo. Pode? Agora, difícil reclamar disso, afinal, não tem como proibir alguém de fazer comida na sua própria casa… Um pouco de noção, entretanto, viria a calhar.

Causo 2 – O tio bebum esquisito

Desconheço o que aquele senhor faz da vida. Aposentado ou desempregado, talvez. Sei que só vejo ele manguaçado, o que é incompatível com uma vida de trabalhador. Os politicamente corretos virão dizer “é doença, ele precisa de tratamento, blablablablabla…”. Tá. Pra mim, alcoolismo pode até ser doença, mas manter-se nele é opção. E eu tenho preconceito com quem bebe demais mesmo, não escondo não. A primeira vez que vi o tiozinho, eu estava no hall de entrada do prédio, aguardando meu namorado chegar. De repente, aquela coisa trôpega vem subindo a rua, camisa abotoada aleatoriamente pela metade, enquanto uma das mãos segurava o cós da calça que caía e estava meio aberta, enquanto a outra se segurava na grade do portão. “Meu deus”, eu pensei. Para minha surpresa, a coisa trôpega entrou. E eu morrendo de medo, porque, vai saber o que uma pessoa neste estado estava fazendo ou vai fazer? (Mas pensando bem depois, ele mal conseguia para em pé…). Devido as peripécias da pessoa, o síndico foi obrigado a retirar o sofá que ficava na entrada do prédio e substituí-lo por duas cadeiras, pois era recorrente encontrar o tiozinho escornado lá após suas farras.

Causo 3 – O filho da mãe folgado

O filho da mãe é um daqueles caras toscos. Folgado, mal educado, machista, malandro, encrenqueiro. A última dele foi conversar no celular às 5:00 da manhã de sábado – na janela do apartamento. Putz, eu acordei sem entender nada, com um blablabla que não acabava na minha cabeça. Pelo que entendi (porque eu estava meio sonolenta, obviamente) ele tinha bebido demais à noite, e tinha brigado com ou batido no próprio amigo, e agora queria pedir (ou melhor, exigir e arrancar, pelo modo como ele falava) as desculpas do coitado do “amigo”. Ninguém merece.

Causo 4 – Objetos voadores não identificados

Desconheço quem seja o autor destes atos hediondos. O fato é que alguém(ns) lá nesse apartamento acha(m) que tem um buraco negro debaixo da janela deles. A minha janela e a área comum do prédio é que sentem o efeito. É lata de cerveja, é bituca e maço de cigarro, farelo de pão – só coisa boa! Mas a cereja do meu sundae ainda está por vir! O ponto alto foi na madrugada (desconfio que eles sejam descendentes de vampiros) em que ouvi a janela se abrir. Em seguida veio um “uargh”. Depois um “splash” pastoso. E eu pensei comigo, “não é possível”. Na hora não conferi, porque corria o risco de haver uma segunda rodada. No outro dia havia um belo presente no parapeito da minha janela e no chão do prédio. Vômito. Eu não estava sonhando. Era o mais verdadeiro pesadelo.

Quem vai dizer que esse povo não é parente da família Addams?

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