Whatever works, Pato Fu e Glez

Estava sem saber o que ver no cinema, porque não estamos na melhor fase de filmes (o pouco que presta que está em cartaz, já vi). Aí meu namorado viu o trailer de “Whatever works” (Tudo pode dar certo), gostou, e me sugeriu. Falei: “bora”, porque não tava perdendo nada mesmo. Não sou fã de Woody Allen, mas a descrição me agradou. O ator principal, Larry David, é co-autor da série Seinfeld. Seu personagem, Boris Yellnikof, é um velho que se acha um gênio, é chato, rabugento, e reclama de tudo – mas com todo o embasamento e razão (nem por isso deixa de ser chato, porém, da forma mais divertida possível). Me identifiquei com ele na primeira frase que falou, porque partilho da mesma visão de mundo dele – a humanidade é estúpida, a vida não serve pra nada, todos vamos morrer, e tudo é muito bizarro, então aproveite o que funcionar. O que me agradou no filme nem foi a história em si, e sim as frases, comentários e ações do cara, que são o tipo de coisa que dá vontade de fazer de vez em quando, mas que em prol da boa convivência e da educação a gente só pensa e engole. Fora as situações insólitas e cômicas que deixam claro que “o que funcionar”, tá valendo. Muito bom.

Para saber mais detalhes da história e do filme:

http://omelete.com.br/cinema/critica-tudo-pode-dar-certo/

http://www.adorocinema.com/filmes/tudo-pode-dar-certo/

http://www.imdb.com/title/tt1178663/

(Comentário dispensável: alguém sabe me dizer quem é o idiota que dá os títulos aos filmes em português? Eles ou fazem traduções e inferências que não tem a ver com o original, ou inventam nomes ridículos. Esse filme mesmo, deveria ser algo como “O que funcionar” ou “O que der certo”. Ao invés do tom levemente pessimista do original, a versão em português ficou parecendo livro de auto-ajuda…).

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Pato Fu lançou disco novo: “Música de Brinquedo”. Todas as músicas, versões de vários hits de outros cantores, são tocadas somente com instrumentos de brinquedo. Tem participação especial de algumas crianças – o que sempre deixa as coisas informais e engraçadas. O resultado ficou legal, parece uma brincadeira de domingo a tarde com os filhos, mas com qualidade musical. Bom pra dar de presente pra meninada, que só tem pra ouvir discos de 20 anos atrás ou Xuxa só para baixinhos – chega, né? Jeito bom de fazê-los ouvir música boa e ensinar sobre quem cantava os originais.

Para ouvir: http://www.radio.uol.com.br/#/volume/pato-fu/musica-de-brinquedo/20407

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Banda Espanhola, “Glez”. Achei a maioria das músicas meio esquisitas, mas é bom ouvir/ver algo diferente de vez em quando. Esse clipe é muito doido:

Para mais da banda: http://www.myspace.com/glezband

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Esse post é dedicado ao meu namorado, que me aplicou isso tudo.

3 pensamentos sobre “Whatever works, Pato Fu e Glez

  1. Inveja de você, Gra! Você tem um blog!🙂
    Ainda chego lá, mas por enquanto o máximo que quero/consigo me desenvolver textualmente cabe no meu twitter…

    Nem vi esse filme aí, pra variar, mas vi O Bem Amado. Aquela coisa, né?! Jeito Goebbels de fazer cinema, mas Odorico Paraguaçu é sensacional. Dias Gomes e as madeiras que fazem as caras de pau do país.

    Acho que existem gerações de pessoas sem noção dando títulos aos filmes, deve ser um carma de família… O pior é quando ainda inventam o subtítulo!

    • Ih, Isabelita, pra fazer um “brog” é só começar. Se soubesse quanto tempo passo com o olhar vazio em frente ao computador pra no final sair uma porquerazinha dessa… : ) E eu nem tenho Twitter, mas vou fazer pra te seguir, tá? Confesso que tenho restrições quanto ao passarinho, porque partilho um pouco da opinião do Saramago de que há “a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido” (olha a entrevista:
      http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/26/jose-saramago-fala-sobre-twitter-lula-seu-novo-livro-208101.asp ). Ainda assim, alguém fez um twitter como se fosse o cara: http://twitter.com/_saramago. Mas com certeza há coisas importantes que podem ser ditas em poucas palavras.

      Gosto muito do Dias Gomes, mas o Denis é preconceituoso demais com as coisas do Brasil, então, tenho que achar outra companhia para ver o filme, ou ir sozinha mesmo (ele vai reclamar quando vir isso, porque nem falei com ele desse filme…).

      Realmente, deve ser passado de geração em geração!!! Kkkkk

      • Concordo com ele, mas para mim momentos de impulso, raiva, ira, alegria, preguiça, lampejo, constatação, são assim fugazes mesmo… Aí depois a gente pode progredir e render assunto… Fica tipo um diário/bloco de notas… Gostei desse início, pelo menos…
        E ainda a ideia de que ‘ninguem’ vai ver mesmo essa catarse…

        Fala pro Denis que O pagador de Promessas é coisa do Brasil… E Ragnus também… e ai? 🙂
        Mas a história é muito boa, deu vontade de ler as peças…

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