Caras e Taras (e um pouco de música)

Mulher quando junta, já viu. No lugar onde trabalho as mulheres (pre)dominam. Bobeira vai, bobeira vem, surge o assunto: que homens são bonitos (sexy,” yammi,” ou qualquer coisa do tipo)? E aí a gente vê que a natureza felizmente é muito esperta, e que os padrões são relativos. Lógico que há algumas (quase) unanimidades clássicas, mas o que define o belo não é tão simples de explicitar. Uma disse: “ah, fulano é bonitinho…” No que outra responde: “hmmm… não acho não…” E eu comento: “ah, mas é porque você só gosta de homem forte, de cor morena ou mais escura, né?!” Todo mundo ri, e ela responde: “mas você sabe que eu só fui ficar assim depois que casei?” (o marido, lógico, se encaixa no perfil que descrevi). Aí fui reparar no MEU padrão. Gente, e não é que eu tenho um padrão também, apesar de sempre ter pensado que eu era “tanto faz”?

Meu namorado sempre me diz que eu gosto do tipo “amante latino” (ou coisa assim), e até faz sentido, porque os morenos chamam mais a minha atenção mesmo (ele diz isso porque gosto de Johnny Depp, Antônio Banderas e afins). Porém, fui reparar bem no tipo masculino que mais me atrai, e cheguei à conclusão de que gosto de homem estilo “mal acabado”, vamos dizer dessa forma. De barba (ou barba por fazer), cabelo meio desgrenhado (mas não descabelado, é um desarrumado proposital), aquele jeito de “eu não tô ligando (mas na verdade eu ligo sim)”,  que pareçam ser muito maus (e que na verdade sejam muito bonzinhos e educados, mas de uma forma firme e segura). Padrão Che Guevara: “Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás”.

Fui pensar nisso tudo quando, passando os canais da TV, vejo uma cena de “Alexandre”, em que o dito conversa com o namoradinho dele, que por sinal é interpretado pelo cantor/ator Jared Leto da banda Thirty Seconds to Mars. Apesar de ter as pernas um tanto finas demais, Jared Leto se adequa ao “meu tipo” – mas não o tempo todo. Em “Alexandre”, e no “Senhor das Armas”, por exemplo, ele cai como uma luva no perfil que descrevi. No entanto, talvez pra tentar provar que seu sucesso no mundo da música é talento e não beleza, ele de vez em quando inventa umas coisas muito esquisitas, meio emo (o que obviamente, me faz duvidar da masculinidade no menino – apesar dele já ter namorado a Cameron Diaz, nunca se sabe), e atualmente ele tá com uma cara de bumbum de neném que me irrita. Nem por isso o desmereço, porque a banda é mesmo muito boa, e entendo que a beleza às vezes atrapalha (falou a bonita, coitada…).

Depois de tanta bobagem, fica o Jared cantando Lady Gaga (não é Alejandro!):

PS: O Sting de barba também fica bom hein (apesar da carequinha)… Ainda mais com sotaque inglês. Esse concerto é meu sonho de consumo:

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