Inferno astral

Eu não sou de ficar me lamentando nem reclamando (peraí… sou sim!), mas confesso que estes últimos meses estão sendo trash (apesar de ter coisas boas, as ruins estão com muita força!).

Não ia tagarelar sobre esses problemas, pois tento falar de coisas pessoais somente quando elas servem de espelho para situações universais (por exemplo, o clássico do meu blog: problemas com os vizinhos).  Porque minha vida não é para entretenimento alheio, nem estou no Big Brother (ainda bem!). Porém, acho que devo ficar um tempinho sem aparecer por aqui (vou sair de férias em breve) e não queria deixar de escrever antes – mas como minha cabeça está a mil por conta de tanta confusão, não tô conseguindo escrever sobre outro assunto…

Os detalhes vou deixar de lado, vou postar apenas uma lista de tudo que se sucede(u) comigo (e meus agregados) nos últimos meses – pra ver se ao liberar para o mundo exterior o negócio se exorciza. Quem conhecer um bom caboclo saravá pra me indicar, aceito sugestões!

1) Comprei uma máquina fotográfica, que não foi entregue. Estou há uns nove meses tentando ter meu dinheiro de volta. Agora que entrei na justiça, parece que finalmente o negócio vai se resolver (parece…);

2) Minha sogra foi diagnosticada com câncer (já tá quase boa, ainda vai passar por um tratamento meio chato, mas o prognóstico é o melhor possível);

3) O carro do meu namorado soltou o freio de mão quando estávamos indo pegar umas compras no porta-malas – quase fomos atropelados, o carro bateu no portão do meu prédio, e ficou arregaçado (assim como o portão). Felizmente nós dois saímos sem maiores danos (além de umas entorses e escoriações, e uma corrida forçada);

4) Minha vó está com metástase, piorando a cada dia (é triste, mas estou torcendo para ela morrer logo, pois ela está sofrendo demais – e minha mãe e minha tia, que estão cuidando dela, sofrendo junto). Pela própria situação, e pela distância, não há nada que eu possa fazer…;

5) Meu cachorro fez uma cirurgia. Suspeita de… câncer. Vou te contar, viu… Estamos esperando o resultado da biópsia pra saber. Ele está estressado em casa, porque não pode sair e tem que ficar usando aquele “colar da vergonha”.

Aí, estou com uma viagem superlegal marcada há muito tempo – não tem como adiar – vou feliz por poder viajar, mas de coração apertadinho de deixar todo mundo aqui nessa situação… Meu pai e meu cachorro sozinhos, porque minha mãe está longe. Meu namorado cuidando da mãe dele (e sem carro). Minha mãe dividindo o sofrimento com minha avó… Podia ter um jeito de levar todo mundo comigo, e largar os problemas todos aqui…

4 pensamentos sobre “Inferno astral

  1. Pois é Kurbis, a gente sempre ouve falar que problema nunca vem sozinho, e até acho que neste caso a sabedoria popular acertou. Isso é verdade!!! Concórdio! Mas também é verdade o que canta aquela música que não sei quem canta: “mas tudo paaaaassaaa, tudo pAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaassará!!!”. Tudo passa, até uva passa, só ferro estragado é que não passa!
    Seus fãs oferecem apoio incondicional para você e seu namorado.

  2. Nem tão barango como meu amigo Ogro, , sem musiquinhas ridículas, mas ele tá certo, TUDO PASSA… também tó no meu inferno astral e só acreditando que passa para sobrevivermos… Boa viagem e divirta-se. Deixe o que está aqui um pouco de lado e curta! Abraços… Rô

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