Comprar apartamento

Já falei aqui anteriormente que pretendo me casar no ano que vem, e que me estressa esse negócio de você ter que agradar a outras pessoas e não a você mesmo para fazer isso. Outra coisa que tem sido fonte de estresse e desânimo neste processo de “ser gente grande” é comprar um apartamento.

A principal fonte de desilusão é clássica: a gente sempre fantasia como será o imóvel, fica pensando em como será cada coisa, e acha que vai poder ter aquela casa de capa de revista de arquitetura e decoração… Coitadinha!!!!

Este sonho vai ao chão rapidamente quando se vê o preço absurdo que estão cobrando por um imóvel… Não sei como anda pelo resto do Brasil, mas em Belo Horizonte os preços devem ter aumentado uns 300% nos últimos 5 anos. Tudo que é desculpa para cobrar mais foi usada, desde a construção de novas ruas e estradas (que facilitariam o acesso aos bairros) até à chatice insuportável da Copa de 2014. Na verdade, tudo não passa de especulação, que veio no encalço do aumento do poder aquisitivo do povo brasileiro (menos do meu) e da liberação de financiamentos. Perderam totalmente a noção. Eu achava que até estava ganhando bem, mas quando fui fazer uma simulação de financiamento quase tive um troço: para conseguir comprar um apartamento de médio padrão (3 quartos, 2 vagas, elevador), eu que ainda não tive tempo (nem dinheiro) para juntar uma entrada mais substancial, gastaria quase 80% do meu salário, durante 30 anos, para pagar o negócio. Ou seja: além de já comprar o apartamento por um preço muito acima do que ele realmente vale, você ainda tem pagar juros a perder de vista. E o pior é que o povo tá que compra! Será que sou só eu é que tô pobre e tenho medo de juros?

Não bastasse o precinho camarada, a gente ainda paga caro para morar num ovo. Minha mãe, que reclamava que o lugar onde a gente mora atualmente é pequeno, já está até revendo seus conceitos após me acompanhar na visita de alguns apartamentos: ficou horrorizada com os tamanhos diminutos! E os corretores tentando convencer a gente de que numa área de 3x3m cabe sim, um guarda-roupa, uma cama de casal, mesas de cabeceira e ainda sobra espaço! Na sala, você entra de frente e sai de ré, porque não dá nem pra mudar de posição. A área de serviço então, não vou nem comentar: coitadas das empregadas!!! Na hora de contratar, o requisito básico tem que ser o peso: porque se ela tiver mais que 50kg, não passa pela porta nem cabe no cubículo! É triste…

Enfim, tá difícil. Mas como não dá pra mudar a situação, e não posso ficar esperando mais muito tempo pra ter meu canto, fui obrigada a me resignar, engolir meu orgulho e aceitar “a little help of my father” – porque sem a ajuda dele não ia dar pra comprar um AP sem ter que vender pelo menos um dos meus rins (olhando peço lado positivo, pelo menos eu tenho um pai que pode me ajudar…). Mesmo com a ajuda, ainda vai rolar um financiamento pesado. Agora é escolher qual apartamento é menos pior…

É a vida… Torcer pra um dia ganhar na mega-sena! ; )

2 pensamentos sobre “Comprar apartamento

  1. O preço dos imóveis em Belo Horizonte chega a ser rídiculo. Parece que ninguém viu que o mercado imobiliário jogou o bancário no lixo nos EUA e balançou o gigante mundial. Se pensar no Brasil em que o grande financiador habitacional também é um banco do governo, a bosta fica bem mais fididinha. E sua conta foi perfeita, os imóveis em BH em 5 anos subiram por 300%. E o Minha Casa Minha Vida ajudou a jogar o preço do apartamento médio pro alto também. Ainda bem que ogros moram em pântanos xexelentos.

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