O poder das novelas – e a falta de novas produções musicais que prestem

Há muito tempo atrás eu fiz um post aqui com o título “Eu não nasci pro trabalho”. Ele sempre teve um número bom* de visualizações, porque, afinal, a maioria dos seres humanos compartilha desse “sentimento” eternizado em música por Ed Motta. Mas notei que ultimamente as pessoas têm utilizado mais esta frase em suas buscas (que muitas vezes acabam apontando para o blog). Qual não foi minha surpresa, quando numa das minhas zapeadas incessantes pela TV, vi que a tal música fazia parte da novela das 9 na rede plim-plim de televisão. Aí, entendi o porquê das gentes do Brasil estarem com a tal frase na cabeça. E me deu medo ver na prática o que já sabemos e os publicitários sabem mais ainda: as novelas têm um enorme poder de influência!

E daí, caio num outro assunto paralelo. Não sou noveleira, porém, eu vejo de tudo sem acompanhar nada. Eu sou pior que homem na inconstância de canais e frenesi dos membros superiores na ginástica do aperta-aperta botões do controle remoto. Assisto a umas quatro coisas ao mesmo tempo, pela falta de paciência com os comerciais ou com os momentos de monotonia do programa. Não desligo a TV porque o objetivo disso tudo não é  ver algo, mas passar o tempo sem fazer nada parecendo que se está fazendo alguma coisa. Enfim: ficar à toa babando na frente da TV como forma de desativar o cérebro. Apesar do cérebro ficar em modo de espera nessas situações, ainda assim tenho percebido que a óbvia escassez de novas produções musicais que prestem é perceptível, mais uma vez, nas novelas. Nunca as “trilhas sonoras” das produções dramatúrgicas tiveram tantas músicas velhas. Parece o “fundo do baú”… E o pior: o que não é velharia e está nas trilhas, é o que? O que? Nosso adorável Luan Santana e demais companheiros do sertanejo de pick-up movida a pôneis malditos. Haverá salvação para a indústria fonográfica?

Talvez eu devesse parar de assistir TV mesmo…

*Considerado bom frente ao número modestíssimo de visitas que eu tenho, claro!

2 pensamentos sobre “O poder das novelas – e a falta de novas produções musicais que prestem

  1. Que novela é um cocô de minhoca não temos formas de negar. Aquilo é horrível e uma forma abjeta de manipular alguns pontos de influência da opinião pública.
    Quando pensamos nas trilhas sonoras de novela a coisa fica mais azeda. No mundo inteiro os artistas lançavam o single com as músicas de trabalho de seus álbuns, como se fosse um aperitivo do que os fãs veriam nos discos. Isso ainda dava ao consumidor a independência de comprar uma música só de determinada banda ou músico sem precisar levar o disco todo. Até hoje isso vigora nos EUA e Europa. Temos as paradas de álbuns e as paradas de singles.
    Segundo uma famosa teoria da conspiração o mercado de singles não vingou no Brasil porque a famosa gravadora Som Livre, colocava as músicas de maior sucesso nas trilhas sonoras de novela e lançava o disco. Assim a globo lançava, digamos, uma “seleção de singles”. E como capitalizaram com isso.
    E hoje não tem músicas novas nas trilhas sonoras porque não há nada de novo que se preste a esse papel globalizador das novelas.
    A única banda nova que presta no Brasil é o Ragnus, conhece?

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