The girl with the dragon tattoo e Drive

Nos últimos anos não têm aparecido muitos filmes que realmente me façam vibrar e recomendá-los. Quando a história é boa, o diretor conta ela de uma forma ruim; quando a fotografia é linda, a história não presta; há aqueles em que a boa atuação dos atores é escondida por efeitos especiais exagerados; e por aí vai… Dizem que gosto não se discute. E eu realmente não tenho paciência para ficar convencendo ninguém de que algo é bom (ou ruim): se tivesse, seria publicitária ou cabo eleitoral. Tenho os meus gostos, você tem o seus (e se eles forem ruins, problema seu – só não venha com eles pra perto de mim, ok?). Mas apesar de tudo isso, há alguns filmes que não alcançaram o status de blockbusters, sendo reconhecidos somente pela crítica e não pelo grande público, que acho que merecem pelo menos uma “menção honrosa”. Não são filmes para serem “gostados”, são filmes para serem apreciados, analisados, como uma obra de arte ou um vinho. O que fazem eles valerem a pena não é necessariamente a história ou a mensagem final (mesmo porque, eles não parecem ter esta intenção de dar lição de moral), e sim a construção cuidadosa e esmerada de uma obra concisa , que tem um sentido completo em si mesma. E é isso que vi (e ouvi) em “The girl with the dragon tatttoo” (ridiculamente chamado de “Os homens que não amavam as mulheres” aqui no Brasil) e em “Drive”.

Nestes filmes é possível perceber um trabalho conjunto, articulado, de todos os envolvidos: atores, diretores, fotografia, música… Todas as linguagens e aspectos envolvidos na produção se integram de forma que se percebe a dedicação e sintonia destas pessoas com o objetivo de gerar um produto singular de qualidade. Além disso, ando com a tendência de ir contra a corrente do mundo e acreditar que só o mal tem poder suficiente para vencer o mal (ou que, no mínimo, você tem que conhecer muito bem o mal para vencê-lo) –  no fim das contas, acho que é isso que estes filmes mostram: “o mal vence o mal, e quando você resolve ser bonzinho, você se fode”. É triste, eu não conseguiria viver assim, porém, acho que é a realidade. Para os que não viram os filmes, deixo as sugestões. E também das trilhas sonoras, que são meio “esquisitas”, mas que por isso mesmo acho legais: diante da pasmaceira e falta de criatividade que temos no cenário musical atualmente, qualquer coisa diferente abastece um pouco nossos cérebros com oxigênio. As duas trilhas tem elementos eletrônicos – ainda que eu não seja grande fã ou conhecedora deste tipo de som, confesso que tenho lá uma certa atração por ele (acho que  é um eco da minha infância, quando minha mãe ouvia Kraftwerk e Jean Michel Jarre, nos primórdios da música eletrônica…). Gostando ou não do resultado final, acho que são experiências únicas, e por isso valem à pena…

Fiquem com a eletrizante abertura de “The girl…”, que faz arrepiar os pelinhos do braço!

http://obviousmag.org/archives/2012/03/som_e_furia_a_trilha_de_os_homens_que_nao_amavam_as_mulheres_2011.html

http://www.youtube.com/watch?v=Pd68TNBcFN8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=A9J4R4KYv-s

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s