Transgênicos: O que sabemos até agora

O que é um organismo transgênico?

Para se posicionar sobre qualquer assunto a primeira coisa que se deve considerar é se há o conhecimento dos conceitos e princípios básicos relacionados à temática. Se estamos falando de transgênicos, é essencial saber o que eles são e como são gerados.

Segundo o Centro de Formação em Genética e Certificação Molecular da UFMG, “transgênico é o termo utilizado para designar organismos que foram submetidos às técnicas de engenharia genética para inserção de uma parte do genoma de outra espécie em seu genoma.” O transgênico é um tipo de organismo geneticamente modificado (OGM) – que teve alteração em seu genoma –, mas nem todo OGM é um transgênico – a modificação no genoma de um OGM não é necessariamente a inserção de um gene de outra espécie, pode ser também a deleção de um gene, entre outros tipos de alterações.

Por fazerem parte da definição de transgênico, os conceitos de gene, genoma e espécie são adicionalmente importantes. Se você faltou às aulas de biologia ou não teve oportunidade de estudar, consulte livros e procure saber mais. Sugestões: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Quando falamos de “organismo transgênico”, podemos estar nos referindo a uma variada gama de seres vivos: bactérias, leveduras, plantas, animais… Não são apenas vegetais para produção agrícola.

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A utilização de uma proteína fluorescente verde originalmente presente em uma água viva revolucionou muitos estudos na Biologia através da transgenia. A princípio pode parecer uma futilidade: para que produzir animais que brilham? Veja aqui o porquê.

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9 pensamentos sobre “Transgênicos: O que sabemos até agora

  1. Para continuar a discussão sobre organismos geneticamente modificados:

    “Acho que, nesse momento e já com atrasos, o que precisamos é uma conscientização científica sem precedentes.

    Como falou profeticamente Carl Sagan, vivemos em um mundo cada vez mais dependente de ciência e tecnologia e, paradoxalmente, cada vez menos gente entende realmente como funciona ciência e tecnologia.

    A biologia sintética é um divisor de águas como a agricultura, o fogo, a imprensa e a internet.

    Eu particularmente considero que os cientistas não possuem todas as competências e não conhecem todos os ângulos da existência humana para decidir sobre o que fazer em um caso como esses, que é sem precedentes em nossa história, e que vai acontecer cada vez mais em esferas que nem imaginamos, tais como o gerenciamento de ecossistemas inteiros.

    A sociedade inteira tem que saber do poder (e, consequentemente, das possíveis consequências) das tecnologias de edição de genomas, as quais nos permitem, já nos dias de hoje, modificar sistemas biológicos (inclusive os pensantes) de maneiras próximas da ficção científica.”

    http://palpitomica.blogspot.com.br/2015/10/a-biologia-sintetica-encontra-medicina.html

  2. Sobre o uso de agrotóxicos no Brasil:

    “Para Wanderlei Pignati, professor de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), a lentidão desse processo ocorre porque há uma forte pressão de setores interessados na comercialização dessas substâncias. “As empresas querem fazer acordo, mas não deveria caber recurso”, diz. “Queremos proibir todos os [agrotóxicos] que são proibidos na União Europeia”, afirma. “Por que aqui são consumidos livremente? Somos mais fortes que eles e podemos aguentar, por acaso?”.”

    http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/03/politica/1457029491_740118.html?id_externo_rsoc=FB_CM

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